Atribuição de vendas no e-commerce:
modelos e como escolher o certo em 2026
Last click ainda domina? Entenda por que o modelo de atribuição errado está desperdiçando até 40% do seu orçamento de mídia.
Neste guia você vai aprender:
- O que é atribuição de vendas e por que ela distorce sua análise de ROAS
- Os 6 modelos mais usados (last click, first click, linear, time decay, posicional, data-driven)
- Como o Google Ads e o Meta Ads calculam atribuição de forma diferente
- Qual modelo usar de acordo com o ciclo de compra do seu produto
- Como configurar atribuição data-driven no GA4 e Google Ads
O que é atribuição de vendas (e por que você provavelmente está errado sobre ela)
Atribuição de vendas é o processo de determinar quais canais de marketing merecem “crédito” por uma conversão. Parece simples — mas é um dos problemas mais complexos do marketing digital.
O comprador médio de e-commerce no Brasil toca de 6 a 12 pontos de contato antes de converter: vê um anúncio no Instagram, pesquisa no Google, lê um blog, clica em um e-mail, depois digita o endereço direto e compra. Qual desses canais “fez” a venda?
A resposta depende do modelo de atribuição que você usa — e a escolha errada pode levar você a cortar canais que geram demanda real enquanto superinveste em canais que apenas “colhem” a intenção criada por outros.
Os 6 modelos de atribuição e o que cada um revela
| Modelo | Como distribui o crédito | Ideal para | Risco principal |
|---|---|---|---|
| Last Click | 100% para o último canal antes da compra | E-commerces com ciclo curto (impulso) | Ignora canais de descoberta |
| First Click | 100% para o primeiro canal de contato | Analisar awareness e topo de funil | Ignora canais de conversão |
| Linear | Divide igualmente entre todos os canais | Análise exploratória de jornada | Subestima canais críticos |
| Time Decay | Mais crédito para canais mais próximos da compra | Ciclos de decisão médios (7–30 dias) | Desfavorece canais de topo |
| Posicional (U-shape) | 40% first + 40% last + 20% intermediários | Equilíbrio entre descoberta e conversão | Arbitrário na distribuição dos 20% |
| Data-Driven | ML distribui com base em dados reais de conversão | Lojas com +300 conversões/mês | Requer volume de dados significativo |
Como Google Ads e Meta Ads medem atribuição de forma diferente
Um dos maiores erros que e-commerces cometem é comparar o ROAS reportado pelo Google com o do Meta diretamente. São contagens diferentes:
Google Ads: desde 2023, usa data-driven attribution como padrão. Janela padrão: 30 dias para clique, 1 dia para visualização.
Meta Ads: padrão atual é 7 dias após clique + 1 dia após visualização (view-through). Isso significa que Meta “captura” conversões de outros canais se o usuário viu um anúncio nos últimos 24h.
GA4: usa data-driven attribution por padrão, mas com janela de 90 dias. É o dado mais próximo da realidade da jornada completa.
Como escolher o modelo certo para o seu e-commerce
Atribuição incremental: o próximo nível
Para lojas com mix de canais, a melhor prática em 2026 é o modelo de atribuição incremental: em vez de distribuir crédito por regras, você mede o impacto real de cada canal através de testes holdout. O Meta oferece nativamente o Conversion Lift. O Google tem o Incrementality Testing via Experiments. Lojas maiores (R$1M+/mês) devem rodar ao menos 2 testes de lift por semestre.
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